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Trans-Continental Combo



Me adiantando um pouco só queria deixar aqui um toque que o Continental Combo têm duas datas de shows neste mês que está começando.

Uma delas vai ser dia 19.11, na 2º edição da festa Mod "Action!" que desta vez acontecerá no Bar Berlin,a noite ainda conta também com o show dos amigos de Londrina "Os Substitutes", e também a participação da Consuelo na discotecagem.

E no dia seguinte (dia 20.11) "Os Substitutes", o Continental e mais o Laboratório SP, tocam no estúdio Caffeine.

Nestes dois shows do Continental, estamos armando uma participação especial do amigo Flávio Telles guitarrista e vocalista das extintas bandas Faces e Fases e The Charts, vai ser bacana!!!!!

Pintando novidades a respeito das datas vou postando por aqui.
abraços

Escrito por sandro às 22h30
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The Originals e os Mods em 2005



Estes dois textos (um do Marco Aurélio e o outro do Bruno Saito) foram publicados hoje no jornal Folha de S.Paulo, acabei tomando a liberdade de dar um "copy/paste"aqui no blog.

Valeu!! abraços pra todos
Sandro


QUADRINHOS
Álbum de Gibbons venceu o Eisner Awards
HQ reconta conflito em futuro retrô. por MARCO AURÉLIO CANÔNICO

DA REPORTAGEM LOCAL
Mods e rockers foram parte do passado, da Inglaterra das décadas de 1950 e 1960, como mostra a história. Mods e rockers são parte do presente, da São Paulo de 2005, como mostra o texto abaixo. Mods e rockers serão parte do futuro, como mostra Dave Gibbons em "The Originals - Sangue nas Ruas" (R$ 34; 160 págs.), HQ que a Conrad lança no Brasil.
A história escrita e desenhada por Gibbons (ilustrador da cultuada "graphic novel" "Watchmen") desloca os lendários conflitos entre as duas gangues -os "arrumadinhos" mods, com seus ternos, contra os "sujos" rockers, com suas jaquetas de couro- para um futuro retrô, onde as motos e os carros flutuam, mas o visual evoca o "moderno" da década de 1960.
Escolhido como melhor álbum no Eisner Awards 2005, o mais importante prêmio dos quadrinhos, "The Originals" conta a história dos amigos adolescentes Lel e Bok, integrantes da gangue de mods que dá título à história, os tais "originais". Entre festas com o grupo e conflitos com os rivais da gangue de rockers, os Dirts, a dupla aprende as amarguras da passagem para a vida adulta.
O Gibbons ilustrador suplanta o roteirista: seus desenhos, em preto-e-branco, têm uma elegância e uma fluência que o roteiro almeja, mas não repete. De qualquer modo, do balanço entre arte e texto, o álbum gera uma leitura agradável.




OS NOVOS ANOS 60



Bandas como Laboratório SP e Transistors movimentam um público de quase 300 pessoas em festas
Música e rebeldia fascinam nova geração por BRUNO YUTAKA SAITO

DA REPORTAGEM LOCAL
Com festas e shows de bandas, o mod ganha visibilidade em SP -em Curitiba, o estilo também é forte. Integrante da cena paulistana, Alberto Zioli ataca em duas frentes: é o líder do grupo Transistors -regado a influências dos anos 60, claro-, além de organizar a festa "Mod Generation", cuja próxima edição acontece dia 10/11 no clube Vegas (r. Augusta, 765, tel. 0/xx/ 11/3231-3705). Segundo seus cálculos, o cenário local tem cerca de 300 pessoas.
Outra festa que agita os mods é a Action!, cuja primeira edição, há três semanas, marcou o lançamento de "The Originals", no bar Picasso (r. Álvaro de Carvalho, 25, tel. 0/xx/11/3104-9103). Ainda não há data definida para a próxima.
A paixão de adolescência de Zioli é acompanhada de fenômeno curioso. Ao repartir seus gostos musicais com colegas da Vila Formosa (bairro da zona leste paulista), viu o pipocar de bandas na mesma região, como Skywalkers, FuzzFaces, Haxixins e Os Migalhas, além dos já citados Transistors e Laboratório SP.
Mas não são apenas jovens que se interessam pelo mod. Um dos criadores da festa Action! é o psicanalista Rodolpho Ruffino, 51, que desde a adolescência ouve bandas do estilo. "Como surgiu originalmente no pós-guerra, o mod tem muito a ver com a questão da busca por uma identidade, uma necessidade de expressar sua diferença para garantir a sua visibilidade. Qualquer jovem, de qualquer época, se identifica com isso, vai achar legal."
É assim com a estudante Cláudia Almeida Nascimento, 23. Para ela, o que mais a atrai nessa cena, além da música, são os laços de amizade. "Somos pessoas muito unidas", diz. Ela não se interessa por uma das questões folclóricas dos mods, que são as batalhas com outro grupo, os rockers (ou rockabillies). Já o Laboratório SP tem fama de se envolver em rixas.
Mod "das antigas", o ex-integrante dos conjuntos Faces&Fases e The Charts Sandro Garcia, 36, na ativa desde os anos 80, diz que a internet ajudou a nova geração a conhecer a música sessentista. "Essa identificação é sadia; só tenho medo que tudo vire apenas um grande baile à fantasia. Uma das coisas principais é o contexto do mod como o jovem que contesta os valores estabelecidos."
Já Edgard Scandurra, guitarrista do Ira! -a principal banda que divulgou o mod no Brasil durante os anos 80-, diz que o estilo é "muito atraente" para a nova geração. "Remete à noção de turma, à incompreensão por parte das outras pessoas, a atitude, a vestimenta -um terno em vez de uma tatuagem; o mod vai na contramão de tudo o que é moda", explica Scandurra. Palavras de alguém que entende um mod.

Escrito por sandro às 11h43
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A semana



Esta semana está mais um menos o seguinte:

Um disco: "Surrealistic Pillow" do Jefferson Airplane.
Album de 67, com as clássicas "White Rabbit" e "Embryonic Journey", que disco!!!!, que banda!!!!

Um Dvd: "Fly", também do Jefferson Airplane.
Documentário com incríveis performances ao vivo, destaque para a faixa "Ballad of You and Me and Pooneil", gravada no disco
"After Bathing at Baxter's" o sucessor de "Surrealistic".

Um show: Television no Sesc Pompéia, ontem dia 25.10.
Foi fantástico ouvir "Marquee Moon" ao vivo, e como tocam!!!, estes Srs. oriundos do Punk de Nova York.

abraços pra todos

Escrito por sandro às 15h09
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Entrevista com The Automatics



Na passagem da banda por São Paulo, vindos de Natal, os The Automatics formado pelo Alexandre Alves no vocal e baixo c/overdrive, Henrique Pinto na guitarra e backvocals e Augusto César na bateria, fizeram uma visita em casa, além de conhecer o que provisoriamente restou do estúdio Quadrophenia, acabamos fazendo o possível para a banda deixar registrado duas faixas acústicas, antes que congelassem circulando pelas ostensivas avenidas da metrópole Paulistana.

A entrevista que segue abaixo rolou nesse dia da gravação, sob um frio de doer na espinha. Alexandre lança seus comentários sobre o Rock Brasileiro, e parece só curtir o Violeta, será?
O Alexandre e o Henrique cuidam em Natal do selo Solaris Discos, que já tem varios títulos no catálogo, eles estão para lançar ainda este ano, um album com inéditas do Charts e também o novo do Snooze.


1. Fale um pouco do início da banda?
O começo da banda é o fim do Chronic Missing em 2000. Henrique tocou na última formação
da banda e, apesar de gostar do Rush, graças ao bom destino, não tocava como eles. Formamos o trio Girassol em Fuga, que acabou depois de dois EPs pela Solaris.
Henrique não gostava do nome e também não tinha habilidade para fazer música com muitas notas para combinar com as letras em português da banda. Passei da bateria para o baixo e falei: Quer continuar tocando?! Eu não sei tocar essa coisa, então, vai ser só barulho. Vou ligar o baixo no pedal de distorção e você, se quiser, aguente!. Tudo começou assim ali por volta de julho de 2002. Aqui estamos, 53 músicas compostas depois.


2. Quais as influências para construir a sonoridade do The Automatics?
Rock Inglês, escocês, galês e irlândes. Qualquer safra, qualquer época. Predileções por Jesus & Mary Chain, Ride, My Bloody Valentine e New Order. Ainda gostamos de Black Rebel Motorcycle Club, Church, Big Star... Pin Ups! sem estes últimos, jamais teria começado a tocar. Acho , aliás, tenho certeza, que o "roque-nacional" do 1º escalão é um lixo desde os anos 80. Jamais os escutei, excetuando o Violeta de Outono, obviamente.

3. As músicas são sempre em Inglês?
Não a maioria é, mas muito de vez em quando sai uma em português. Há umas quatro das 53 composições até agora. O problema é, admito, encaixar a língua portuguesa nas duas notas que a gente toca na maioria das canções. O português é cheio de formas e precisa ser encaixado com muitas notas musicais, se não fica estranho, reto demais, sem melodia. Eu também não me preocupo com as letras, fico conectando frases soltas, quase num processo dadaísta. A voz é um quarto elemento, nunca o principal.
Acho que transmitimos muito mais pelas melodias do que pelas letras. Tanto que há várias faixas intrumentais, quase dez, eu acho. Via também bandas ao vivo e o som era tão ruim que tanto faz se era em inglês ou português.

4. Vocês incluem covers no repertório dos shows? Quais e Porque?
Tocamos poucas versões ao vivo, especialmente pelo fato de não sermos musicos excepcionais. "All the Way" do New Order, e alguma do Black Rebel são as mais comuns. Mas tocamos do nosso jeito, não é igual. Tentamos tocar "I'll Feel a Whole Lot Better" dos Byrds e foi um desastre. "Winter", do Teenage também foi outra basófia.

5. Qual é a discografia/demografia da banda?
"Desert Music for Visible Enemies" EP com cinco faixas de 2002. "More Senseless" o famoso cd triplo de 2004 e "Horizon" split cd com os Melletrons. Já quase prontos estão "More Senseless- Acoustic Sessions" que é um dos que estão no triplo acrescido de 3 faixas novas e o novo "Imperfect Postacards" com 10 faixas.

6. Quais as idéias para o futuro da banda?
Já temos muitas composições, no próximo ano sai uma provável coletânea chamada "Deserts 2002 -2006". Queremos tocar mais pelo nordeste. Fomos a São Paulo e vimos que não é muito diferente daqui. Com certeza, é bem mais frio, só isso. E queremos continuar gravando mais e mais. Cover bands go hell!!!!. E vamos fazer mais apresentações acústicas, pois parece que as pessoas gostam

7. Acresecente um comentârio final de deixe os contatos da banda.
Obrigado mesmo pela sua participação como produtor em duas faixas do disco qua vai sair. Obrigado por sua conversa cinematográfica e o que resta é informar que há faixas dos Automatics na Trama Virtual e que não temos página na Internet.

Escrito por sandro às 23h49
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The Action e Continental Combo no Banda Antes MTV.




A Aninha do site "Coquetel Molotov" (veja o link ao lado) me pediu para fazer um "Top 20" dos meus discos preferidos, e é claro além de atrasado para enviar a lista para ela, fiquei quebrando a cabeça para escolher os 20 disquinhos. (quando ela publicar no seu site vou colocar o link aqui)

No fim prevaleceu só bandas e artistas dos sixties, a maioria bandas Inglesas.
Estes anos 60 não largam do meu pé. Fazendo a lista, com os comentários de cada disco, fiz uma viagem no tempo, me recordando como e quando conheci cada album.

Um dos que coloquei na lista foi este com a capa aí em cima, e o comentário que deixei na lista da Ana sobre este disco é o seguinte (Ana estou me adiantando um pouco, sorry!!):

The Action - Ultimate Action
Conheci a banda no início dos 90, através de um amigo, o Sergio Barbo (que discoteca no Matrix e é um grande conhecedor de bandas dos sixties). Ele me emprestou o LP dos caras e me lembro que fiquei ouvindo a banda mês após mês. Suas composições com pitadas de Soul e Pop Art, refletiram com exatidão perfeita o clima Mod da Inglaterra.
A edição que tenho em casa é a versão em CD deste disco em vinil que foi lançado pela gravadora Edsel nos anos 80 e que trazia um texto na contra-capa feito por Mr. Paul Weller.
Reggie King, o vocalista, era tido como um dos melhores cantores "brancos" de Soul da Inglaterra ao lado de Steve Marriot.


Banda Antes MTV
Só para lembrar gravamos na sexta passada dia 07.10, o "Banda Antes MTV", a faixa que escolhemos para tocar no programa foi "Meridiano Setentrional", segundo o Zé Antonio produtor do programa, esta edição vai ao ar em novembro, pintando alguma novidade, vou colocar um toque aqui no blog.

Então é isso
Abraços pra todos

Escrito por sandro às 00h28
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Solaris Discos, a entrevista.


Henrique e Alexandre, em um momento de reflexão, sobre onde aplicar os lucros da Solaris???!!!

Como já registrei aqui no blog em um outro post, o pessoal do The Automatics estiveram aqui em São Paulo tocando e divulgando os seus trabalhos. Dois integrantes da banda (o Alexandre e o Henrique) cuidam em Natal do selo Solaris Discos, que como o próprio Alexandre me comentou "querem atingir 50 títulos em 2006, quando o selo vai estar completando dez anos".

Através da Solaris o Alexandre e o Henrique realizaram um trabalho heróico, lançando varias bandas do Brasil e também locais, como o próprio The Automatics (um exemplo é o album triplo "More Senseless" que saiu em 2004). O selo promete para 2005 um album inédito do The Charts e um novo disco do Snooze, este em parceria com a Monstro Discos de Goiânia.

Nesta sua passagem por SP o Alexandre acabou fazendo uma entrevista com o Continental Combo para o zine Barulhoscópio, eu também não deixe em branco e fiz esta entrevista onde ele fala da Solaris e uma outra com o The Automatics (que vou publicar depois), é isso aí.


1. Quando a Solaris Discos começou?
A Solaris começou em Novembro de 1996, quando minha primeira banda, o Movement, ia lançar sua segunda fita. Como a fita de estréia do Chronic Missing já estava pronta, falei pra mim mesmo: "chegou a hora de montar um selo".
Já pensava nisso desde 1994, quando saiu a primeira fita do Movement. Em 2000, passamos todo o catálogo de fita pra cdr.

2. Por quë você resolveu montar um selo?
Porque via as bandas daqui, Florbela Espanca, General Lee, Movement, todas lançando as fitas e depois caindo no esquecimento.
Como houve um período em que várias bandas natalenses lançaram suas fitas, resolvi juntar tudo. Desde então, prejuízo financeiro e ganhos emocionais, essa é a vida da Solaris Discos, Henrique, o vice-presidente de operações, vive reclamando dela.

3. Quais e quantos são os títulos lançados até agora pela gravadora?
Depois de 44 lançamentos, os próximos são o material "perdido" dos Charts e o terceiro álbum do Snooze (em parceria com a Monstro Discos) os que mais ficaram na memória coletivas foram os Eps do Chronic Missing (os que mais venderam), as compilações ("Solaris Surfing", a recente "Na poeira solar"), as bandas natalenses Florbela Espanca e GRM Bluesband, os curitibanos do Swamps e o cd triplo dos Automatics. A maioria do catálogo é de bandas do RN e do nordeste.

4. Existe algum critério de escolha das bandas para serem incluídas no catálogo?
Existe, se não for rock tocado alto ou com vontade própria, se as bandas tocarem muito covers ao vivo ou se seus integrantes nao conhecerem boa música independente, estão sumariamente vetados.
O que eu já neguei de material ruim, gravações horríveis, canções anacrônicas, não está no Guiness por um acaso. As bandas, na maioria das vezes, divide os custos e está tudo bem. Também temos uma constante produção de eventos, cujo maior é o Solaris Rock Fest em Novembro, e os grupos ligados ao selo são sempre convidados a tocar. Fora estes detalhes, gosto do som de guitarras, puro e simples.

5. Faça um comentário que acha importante divulgar sobre o selo?
Desde que comecei a tocar em 1991, sempre pensei em compor porque achava as outras bandas, natalenses principalmente, muito ruins. Há quem não goste da música que fiz e faço, ainda bem. Com o selo, não foi diferente. Desde que vi a Factory e seu contrato de sangue, 50% é meu e 50% é seu, depois que vi a Creation lançando obscuridades em 1990, que só eu comprava, Teenage FanClub por exemplo, após ver a Midsummer Madness lançar fitas K7 de bandas brasileiras, resolvi fazer o mesmo. Seria muito bom se alguns outros mortais pensassem do mesmo modo, talvez só assim a música deixasse de ser um mero entulho capitalista. A Solaris só acabará quando eu achar que a música não vale mais ser escutada.
Enquanto isso, a Solaris completa dez anos em 2006, se tudo der certo, com o quinquagésimo lançamento. Rok-en-Rol.

6. Deixe os contatos para o pessoal adquirir o material.
Em geral o pedido pode ser cibernético. O nosso e-mail é: solarisdiscos@hotmail.com
O endereço terrestre é: Rua João Rodrigues da Silva, 76 Natal/RN cep 59082-310
Em São Paulo, procurar a Sensorial Discos na 24 de Maio, já que eles possuem a maior parte do catálogo recente da Solaris.


Escrito por sandro às 16h01
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